Muitas crianças ao se depararem com a Matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental parecem encontrar uma grande inimiga. É como se fosse outra disciplina e não a que os acompanhou durante a Educação Infantil.
Essa dificuldade com a matéria pode resultar em uma baixa auto-estima da criança que por vezes se reflete nas outras disciplinas e até mesmo na sua relação com a escola.
Alguns educadores consideram que a matemática não deveria ser dissociada da vida da criança. Ela é uma linguagem e deve ser aplicada como tal, fazendo parte de suas vivências. O que por vezes ocorre nas escolas, é que “as ferramentas são apresentadas de maneira abstrata e divorciada da vida e isto é chato” como afirma o psicanalista e educador Rubem Alves.
Mesmo 10 anos após a publicação dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) - considerado um instrumento que estimula a busca de soluções para tornar os conteúdos mais acessíveis aos alunos - ainda permanece as dificuldades e os mistérios que esta área do conhecimento reserva.
Se a criança não parece ter uma relação amigável com a matemática, não adianta enfrentá-la armada até os dentes. Pelo contrário, é preciso desmistificá-la aproximando-a o máximo dele, mostrando aos poucos e no dia-a-dia que ela faz parte de sua vida e está presente no mundo que o cerca.
Quem sabe assim, ela não deixa de ser uma vilã? Pode até despertar um encantamento, já que se trata de uma disciplina misteriosa e intrigante. Se esse for o caso, os futuros transmissores desta matéria saberão certamente encontrar uma maneira mais natural e atrativa de aplicá-la na escola.
Marcia Müller Garcez
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Como os brinquedos podem operar em prol da educação e não do consumo?
Como situar o lugar de objeto que o brinquedo ocupa na constituição do sujeito, e o que a escola – enquanto um lugar onde a Educação se promove – tem a dizer sobre esta questão atrelada ao consumismo avassalador?
A relação professor-aluno é marcada pelo inconsciente e pela transferência podendo ser inscrita e escrita na cadeia significante, portanto não pode passar impune. O brinquedo opera enquanto função de encobrir o furo do Real e por vezes a escola aponta para uma valorização excessiva desses objetos exercida pela sociedade enquanto consumista e pelos pais (quando re-experimentam sua falta) na busca de tentar suprir a demanda de amor.
Cabe a escola, então, tratar de promover os benefícios que estes brinquedos podem oferecer, como contextualizá-los na sala de aula (já que a criança aprende com o brincar) e nas próprias relações entre elas, onde estes objetos podem operar propiciando interessantes trocas de experiências e fortalecendo laços sociais.
Marcia Müller Garcez
* Resumo do trabalho apresentado na Jornada de Psicanálise da Pestalozzi
A relação professor-aluno é marcada pelo inconsciente e pela transferência podendo ser inscrita e escrita na cadeia significante, portanto não pode passar impune. O brinquedo opera enquanto função de encobrir o furo do Real e por vezes a escola aponta para uma valorização excessiva desses objetos exercida pela sociedade enquanto consumista e pelos pais (quando re-experimentam sua falta) na busca de tentar suprir a demanda de amor.
Cabe a escola, então, tratar de promover os benefícios que estes brinquedos podem oferecer, como contextualizá-los na sala de aula (já que a criança aprende com o brincar) e nas próprias relações entre elas, onde estes objetos podem operar propiciando interessantes trocas de experiências e fortalecendo laços sociais.
Marcia Müller Garcez
* Resumo do trabalho apresentado na Jornada de Psicanálise da Pestalozzi
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