sexta-feira, 18 de maio de 2007

O que fazer quando a Matemática se torna uma vilã?

Muitas crianças ao se depararem com a Matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental parecem encontrar uma grande inimiga. É como se fosse outra disciplina e não a que os acompanhou durante a Educação Infantil.
Essa dificuldade com a matéria pode resultar em uma baixa auto-estima da criança que por vezes se reflete nas outras disciplinas e até mesmo na sua relação com a escola.
Alguns educadores consideram que a matemática não deveria ser dissociada da vida da criança. Ela é uma linguagem e deve ser aplicada como tal, fazendo parte de suas vivências. O que por vezes ocorre nas escolas, é que “as ferramentas são apresentadas de maneira abstrata e divorciada da vida e isto é chato” como afirma o psicanalista e educador Rubem Alves.
Mesmo 10 anos após a publicação dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) - considerado um instrumento que estimula a busca de soluções para tornar os conteúdos mais acessíveis aos alunos - ainda permanece as dificuldades e os mistérios que esta área do conhecimento reserva.
Se a criança não parece ter uma relação amigável com a matemática, não adianta enfrentá-la armada até os dentes. Pelo contrário, é preciso desmistificá-la aproximando-a o máximo dele, mostrando aos poucos e no dia-a-dia que ela faz parte de sua vida e está presente no mundo que o cerca.
Quem sabe assim, ela não deixa de ser uma vilã? Pode até despertar um encantamento, já que se trata de uma disciplina misteriosa e intrigante. Se esse for o caso, os futuros transmissores desta matéria saberão certamente encontrar uma maneira mais natural e atrativa de aplicá-la na escola.

Marcia Müller Garcez

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